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Publicado: 23 de dezembro de 2025 às 08:49

Trump reforça pressão sobre Maduro e anuncia novos navios de guerra na região

Presidente eleito dos EUA cria Frota Dourada com embarcações nucleares e ameaça regime chavista; anúncio inclui interceptação de petroleiro iraniano próximo à Venezuela

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o ditador venezuelano Nicolás Maduro ao anunciar o envio de novos navios de guerra para a região e a criação de uma nova frota naval batizada de "Frota Dourada". Em discurso durante evento na Flórida, Trump afirmou que o futuro do regime chavista depende das decisões de Maduro, declarando: "Se ele se mostrar duro, será a última vez que poderá fazê-lo".

O anúncio detalhado foi complementado pelo secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, que explicou que a "Frota Dourada" iniciará com dois navios, com potencial para expansão até 20 a 25 embarcações. Os componentes serão fabricados em diversos estados americanos, promovendo empregos locais. As novas unidades serão mais rápidas, maiores e "cem vezes mais poderosas" que as atuais, incluindo o USS Defiant como protótipo. Elas contarão com os maiores canhões já instalados em navios norte-americanos e mísseis de cruzeiro equipados com ogivas nucleares.

O plano também prevê o aumento da produção de fragatas menores e mais ágeis, complementando a frota principal. Trump reforçou a postura beligerante ao mencionar ações recentes: no sábado (20), a Marinha dos EUA tentou interceptar o petroleiro Bella 1, sancionado desde o ano passado por transportar petróleo iraniano. O presidente declarou que os EUA manterão sob custódia tanto os navios quanto o petróleo apreendidos nas proximidades da Venezuela.

O governo republicano acusa Maduro de liderar operações de narcotráfico internacional, justificando as sanções e o reforço militar como medida para conter ameaças à segurança regional. A iniciativa ocorre no contexto de transição presidencial nos EUA, com Trump preparando-se para assumir o mandato em janeiro de 2026.

As tensões entre Washington e Caracas, em um momento de instabilidade política na Venezuela. Analistas veem o anúncio como sinal de uma política externa mais assertiva de Trump em relação a regimes autoritários na América Latina, revivendo abordagens de seu primeiro mandato com sanções e pressão diplomática. Reações oficiais do governo Maduro ainda não foram divulgadas até o momento.