Publicações
Publicado: 29 de dezembro de 2025 às 08:25

Investimentos alternativos são tendência para a próxima década

Busca por diversificação, amadurecimento regulatório e fatores econômicos impulsionam private markets no Brasil, estimam especialistas da Bradesco Asset

Os investimentos alternativos, também conhecidos como "private markets", emergem como uma forte tendência para os próximos 10 anos no mercado financeiro brasileiro. Ligados diretamente à economia real, esses produtos oferecem diversificação além dos tradicionais títulos públicos e ações listadas em bolsa, com potencial para reduzir riscos e elevar retornos. A projeção é destacada em conteúdo patrocinado pela Bradesco Asset, publicado no Poder360, que aponta o amadurecimento do setor, a sofisticação dos investidores e a busca por maior rentabilidade como drivers principais.

De acordo com especialistas da gestora, o crescimento reflete o aumento de 31% no número de investidores na B3 desde 2022, com 46% detendo mais de um ativo em 2025 (dados até o terceiro trimestre). Quase dois terços dos investidores brasileiros conhecem fundos e buscam equilíbrio entre rentabilidade e segurança. A democratização de acesso, via fundos de fundos (FoFs) e estruturas como evergreen, facilita a entrada nesse mercado.

Principais tipos de investimentos alternativos destacados:

  • High yield: Renda fixa com taxas elevadas para compensar menor liquidez e crédito mais arriscado.
  • Private equity: Aplicações em empresas de capital fechado.
  • Venture capital: Foco em startups e pequenas empresas inovadoras.
  • Fundos evergreen: Prazo indeterminado, com resgates periódicos e proteção cambial.
  • Hedge funds: Estratégias complexas com alavancagem.
  • Asset backed finance: Títulos lastreados em ativos reais, com rendimentos fixos.
  • Special situations: Capital para oportunidades específicas, como recuperação judicial ou ativos em distress.

Os benefícios incluem diversificação geográfica e setorial, redução do "home bias" (excesso de exposição ao Brasil) e descorrelação com mercados públicos. No contexto global, empresas demoram mais para abrir capital – quase quatro anos sem IPOs no Brasil e queda pela metade no número de listadas nos EUA nas últimas duas décadas –, ampliando oportunidades no privado.

Desafios e riscos: Menor liquidez, complexidade e percepção de maior risco, embora especialistas afirmem que a avaliação deve considerar a carteira como um todo. Com mais casos de sucesso, o estigma deve diminuir.

Luiz Eugenio Junqueira Figueiredo, gerente da Bradesco Asset, enfatiza a evolução: "Temos visto uma evolução bastante importante, mas ainda temos um caminho para percorrer, principalmente em disciplina de longo prazo e portfólios mais diversificados". Adilson Ferrarezi, superintendente, destaca a internacionalização única da gestora, com operações nos EUA e Europa, e a democratização via produtos como o primeiro fundo private equity evergreen em reais, lançado em agosto com a Partners Group.

A Bradesco Asset posiciona-se como ecossistema completo, com FoFs cobrindo 32 ativos em venture e private equity, equipes dedicadas desde 2020 e estratégias personalizadas ("building blocks"). A gestora planeja novas captações em 2026, transferindo descontos em taxas aos clientes.

O conteúdo reforça que os alternativos representam uma tendência irreversível, com proximidade à economia real e ambição de máxima diversificação para solidez de longo prazo.