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Publicado: 29 de dezembro de 2025 às 08:34

PP avalia lançar candidato próprio contra Tarcísio de Freitas em SP nas eleições de 2026

Partido cita descontentamento de prefeitos, falta de atenção a congressistas e distanciamento do governador; nomes cotados incluem Filipe Sabará e Ricardo Salles

O Progressistas (PP) avalia lançar um candidato próprio ao governo de São Paulo em 2026, posicionando-se contra a reeleição do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A informação foi divulgada em nota oficial da legenda, destacando um "crescente descontentamento" entre prefeitos do partido, queixas sobre a "falta de atenção" a congressistas e dificuldades de comunicação com o governo estadual.

O PP, presidido nacionalmente pelo senador Ciro Nogueira (PI) e em São Paulo pelo deputado federal Maurício Neves, percebe um distanciamento entre o governo Tarcísio e a direção partidária, tanto no âmbito estadual quanto nacional. A legenda considera insuficiente o apoio público e concreto do governador ao seu projeto majoritário, apesar de alianças anteriores.

Entre os nomes cotados para uma eventual candidatura própria estão:

  • Filipe Sabará: Ex-secretário estadual e ex-coordenador da campanha de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo em 2024.
  • Ricardo Salles (Novo): Deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente no governo Jair Bolsonaro (PL).

Outros nomes também estão em análise, desde que demonstrem viabilidade eleitoral, capacidade de articulação partidária e apoio de lideranças políticas relevantes. O partido já tem Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, como pré-candidato ao Senado.

A estratégia reflete tensões na base aliada de Tarcísio, que busca reeleição com apoio de partidos de centro-direita. O PP, parte do Centrão, tem influência significativa em municípios paulistas e busca maior protagonismo no estado mais populoso do país.

A nota oficial do PP reforça que a decisão visa fortalecer o partido em São Paulo, sem fechar portas para diálogos futuros, mas priorizando interesses próprios às vésperas de 2026. A movimentação pode fragmentar a direita e o centro, beneficiando potencialmente candidaturas de esquerda ou centro-esquerda no estado.

O episódio destaca as negociações intensas para as eleições majoritárias de 2026, com partidos do Centrão repositionando-se em relação a governadores alinhados ao bolsonarismo.