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Publicado: 05 de janeiro de 2026 às 08:23

Governo Lula paga R$ 31,5 bilhões em emendas parlamentares em 2025

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou 2025 com o pagamento recorde de R$ 31,5 bilhões em emendas parlamentares, o maior valor nominal já registrado na história.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou 2025 com o pagamento recorde de R$ 31,5 bilhões em emendas parlamentares, o maior valor nominal já registrado na história. O montante exato foi de R$ 31.538.556.264, segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), superando ligeiramente os R$ 31,4 bilhões pagos em 2024.

Trajetória de alta nas emendas

Os pagamentos de emendas parlamentares seguem em ascensão nos valores nominais durante o terceiro mandato de Lula. Em 2025, o governo executou 67% do valor total empenhado (reservado no Orçamento). Além disso, R$ 14,3 bilhões foram inscritos como restos a pagar, a serem liberados em 2026.

Para o ano eleitoral de 2026, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) sancionada em 31 de dezembro de 2025 projeta R$ 61 bilhões em emendas, consolidando a tendência de crescimento.

Tipos de emendas e evolução histórica

Atualmente, as emendas são divididas em três categorias principais:

  • Emendas individuais: Impositivas desde 2015, obrigando o governo a executar os valores indicados por cada parlamentar.
  • Emendas de bancada estadual: Tornaram-se impositivas em 2019, definidas por deputados e senadores de um mesmo estado.
  • Emendas de comissão: Não impositivas, definidas por grupos temáticos (como educação, saúde ou transporte) e controladas majoritariamente pelo Centrão.

O aumento ganhou força após 2015, com a impositividade individual. Em 2019, as de bancada reforçaram o poder do Congresso. Entre 2020 e 2022, o chamado "orçamento secreto" (via emendas do relator) concentrou recursos com baixa transparência, até ser proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no final de 2022. Mesmo assim, o controle congressional sobre as emendas permaneceu elevado.

Conflitos políticos em 2025

A execução das emendas foi marcada por tensões entre o governo Lula e o Centrão, que detém a maioria das cadeiras no Congresso e controla grande parte das emendas de comissão. Parlamentares pressionaram o Executivo por maior agilidade nos pagamentos, usando as emendas como instrumento de negociação política.

A distribuição reflete o peso das bancadas: estados com mais congressistas têm maior capacidade de indicar emendas individuais e influenciar as de comissão.

Perspectiva para 2026

Com a projeção de R$ 61 bilhões na LDO, as emendas parlamentares continuam como ferramenta central de articulação política no Congresso, especialmente em ano de eleições municipais. Analistas apontam que o crescimento nominal reflete o fortalecimento do Parlamento no Orçamento da União, transformando as emendas em moeda essencial para a governabilidade.