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Publicado: 07 de janeiro de 2026 às 08:29

Lewandowski sinaliza saída do governo e Lula fica sob pressão por reforma ministerial

Possível mudança no comando do Ministério da Justiça reacende debate sobre reorganização do primeiro escalão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta nova pressão política para promover uma reforma ministerial após o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, sinalizar a intenção de deixar o cargo. A movimentação ocorre em um momento sensível do governo e amplia discussões internas sobre ajustes na estrutura do Executivo.

Lewandowski, que assumiu a pasta após passagem pelo Supremo Tribunal Federal, já teria comunicado ao presidente e a aliados próximos o desejo de se afastar da função. A definição da data, no entanto, depende de uma decisão final do Palácio do Planalto.

Cenário político

A eventual saída do ministro ocorre em meio a críticas relacionadas à segurança pública e a cobranças por maior articulação política do governo com o Congresso. Dentro do Executivo, a possibilidade de mudanças no Ministério da Justiça é tratada como parte de uma reavaliação mais ampla do desempenho do primeiro escalão.

Há também discussões sobre uma possível reestruturação da pasta, incluindo a separação das áreas de Justiça e Segurança Pública, tema que já foi debatido em outros momentos da atual gestão.

Reforma ministerial em debate

A sinalização de saída de Lewandowski reforça a expectativa de uma reforma ministerial ainda no início do ano. A avaliação no entorno do presidente é de que eventuais mudanças precisarão equilibrar critérios técnicos, demandas políticas e a manutenção da base de apoio no Congresso Nacional.

Outros ministérios também são alvo de análises internas, o que amplia a pressão para que o governo anuncie uma reorganização mais ampla nos próximos meses.

Próximos passos

Até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou oficialmente a saída do ministro. A tendência é que qualquer alteração no comando da pasta seja anunciada de forma coordenada com outras mudanças no primeiro escalão, evitando impactos negativos na governabilidade.