Fernando Haddad sinaliza saída do Ministério da Fazenda e Lula avalia mudanças no governo
Presidente retorna a Brasília diante de pressão por reorganização do primeiro escalão
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a intenção de deixar o cargo nas próximas semanas, o que levou o Palácio do Planalto a iniciar discussões sobre possíveis mudanças no primeiro escalão do governo.O tema passou a ser tratado como prioridade após o retorno de Lula a Brasília. A saída de Haddad, caso se confirme, deve ocorrer até fevereiro e exigirá a definição de um substituto ou a nomeação de um interino para garantir a continuidade das agendas econômica e fiscal.
Cenário político e impacto econômico
A eventual saída de Haddad ocorre em um momento sensível da política econômica, marcado por debates sobre ajuste fiscal, metas de arrecadação e articulações com o Congresso Nacional. O ministro vinha sendo um dos principais interlocutores do governo junto ao setor produtivo e ao mercado financeiro.Integrantes do governo avaliam que qualquer mudança na Fazenda terá impacto direto na percepção de estabilidade econômica, o que reforça a cautela nas decisões e a necessidade de uma transição organizada.
Outras mudanças em avaliação
Além da possível saída de Haddad, o governo também analisa a situação de outros ministros que manifestaram interesse em deixar seus cargos. Entre eles está o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que teria indicado a intenção de se afastar ainda em janeiro. O acúmulo de sinalizações internas ampliou a pressão por uma reforma ministerial mais ampla, com o objetivo de ajustar o governo às demandas políticas e administrativas do início do ano.
Decisão nas mãos do presidente
A palavra final sobre as mudanças cabe ao presidente Lula, que deve avaliar o momento político, os impactos econômicos e o equilíbrio da base aliada no Congresso antes de anunciar qualquer alteração oficial no ministério. Até que haja uma definição, o governo segue trabalhando com a hipótese de ajustes pontuais, sem descartar uma reorganização mais ampla ao longo das próximas semanas.
