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Publicado: 08 de janeiro de 2026 às 09:29

Trump Ordena Retirada dos EUA de 66 Organizações Internacionais

Decisão afeta 31 entidades ligadas à ONU e prioriza agenda "América em Primeiro Lugar" no segundo mandato

O presidente Donald Trump assinou na terça-feira (7) uma ordem executiva determinando a saída imediata dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais. Dessas, 31 são vinculadas à ONU e 35 são entidades independentes. A Casa Branca justificou a medida alegando que essas instituições "não servem mais aos interesses nacionais" e são vistas como redundantes, mal administradas ou contrárias à soberania americana.

O Departamento de Estado destacou que muitas das organizações alvo promovem agendas consideradas "woke" pelo governo Trump, especialmente em temas como mudanças climáticas, direitos trabalhistas e diversidade. Entre as afetadas estão entidades já criticadas no passado, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a UNRWA (agência da ONU para refugiados palestinos), o Conselho de Direitos Humanos da ONU, a UNESCO e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) – base do Acordo de Paris, do qual Trump já havia retirado os EUA em seu primeiro mandato.

A decisão reforça a política de "América em Primeiro Lugar" no segundo mandato de Trump, iniciado há quase um ano. O governo argumenta que os recursos economizados serão redirecionados para áreas estratégicas, como competição com a China em organismos como a União Internacional de Telecomunicações e a Organização Internacional do Trabalho.

Reações internacionais não tardaram. Analistas como Daniel Forti, do International Crisis Group, descreveram a medida como uma abordagem "do meu jeito ou nada" ao multilateralismo. Cientistas, a exemplo de Rob Jackson, da Universidade de Stanford, alertaram que a saída pode enfraquecer esforços globais contra o aquecimento global, dando margem para outros países atrasarem compromissos ambientais.

A lista completa das 66 organizações não foi divulgada integralmente pela Casa Branca, mas a medida já impacta programas da ONU, com cortes anteriores em agências humanitárias tendo causado reestruturações internas na entidade.