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Publicado: 17 de janeiro de 2026 às 08:57

Trump anuncia governo provisório para Gaza com participação de Tony Blair e Marco Rubio

Plano prevê administração de transição, reconstrução do território e coordenação internacional após período de conflito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de um governo provisório para a Faixa de Gaza, como parte de um novo plano internacional voltado à administração do território e à reconstrução da região após meses de conflito. A iniciativa contará com a participação de figuras centrais da política internacional, entre elas o secretário de Estado americano Marco Rubio e o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair.

Segundo o anúncio, o modelo prevê a formação de um conselho internacional de transição, que ficará responsável por supervisionar a governança temporária de Gaza, coordenar esforços de reconstrução e garantir a retomada de serviços essenciais à população civil. O objetivo declarado é criar um ambiente mínimo de estabilidade política, institucional e humanitária enquanto se discute uma solução de longo prazo para o território.

Tony Blair, que já atuou como enviado especial para o Oriente Médio em iniciativas anteriores, terá papel estratégico no diálogo com líderes internacionais e instituições multilaterais. Já Marco Rubio será responsável por articular a atuação diplomática dos Estados Unidos junto a aliados regionais e governos parceiros.

O plano também prevê a criação de um comitê administrativo local, formado por técnicos e gestores palestinos, que ficará encarregado da administração cotidiana de Gaza, incluindo áreas como saúde, educação, abastecimento de água e energia. Esse comitê atuará sob supervisão do conselho internacional durante o período de transição.

De acordo com autoridades americanas, a proposta busca impedir o retorno de grupos armados ao controle do território e criar condições para investimentos internacionais em infraestrutura, habitação e serviços públicos. A reconstrução de Gaza é tratada como prioridade, diante da destruição causada pelos confrontos recentes e da grave crise humanitária enfrentada pela população local.

O anúncio, no entanto, gerou reações divergentes. Aliados de Trump defendem a iniciativa como uma tentativa pragmática de estabilizar a região e reduzir tensões no Oriente Médio. Já críticos apontam preocupações quanto à legitimidade do governo provisório, à ausência de eleições imediatas e ao risco de imposição de soluções externas sem ampla participação da sociedade palestina.

Especialistas em relações internacionais avaliam que o plano representa um movimento de grande impacto geopolítico, ao reposicionar os Estados Unidos como protagonistas diretos na definição do futuro de Gaza. Ao mesmo tempo, alertam que o sucesso da proposta dependerá do apoio regional, da aceitação da população local e da capacidade de garantir segurança e governança efetiva durante o período de transição.

O governo americano informou que mais detalhes sobre a duração do governo provisório e os próximos passos do plano devem ser apresentados nas próximas semanas, em reuniões com líderes internacionais e organismos multilaterais.