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Publicado: 03 de fevereiro de 2026 às 08:34

Sem Petrobras, analistas indicam as ações mais promissoras para fevereiro

Ranking das corretoras destaca setor bancário e resiliência da Vale, enquanto petroleira estatal perde espaço nas carteiras recomendadas após rali da Bolsa em janeiro.

Após o Ibovespa encerrar o mês de janeiro com uma alta expressiva de 12,56%, atingindo recordes históricos impulsionados pelo capital estrangeiro, o mercado financeiro recalibrou suas estratégias para fevereiro. A principal mudança nas carteiras recomendadas pelas grandes corretoras e bancos é a saída da Petrobras (PETR4) do topo do ranking das ações mais indicadas. O movimento reflete uma busca por ativos com múltiplos mais atraentes e maior potencial de valorização diante do novo patamar da Bolsa.

No topo das recomendações, o Itaú Unibanco (ITUB4) consolidou sua posição como o favorito do setor financeiro. Apesar da valorização acumulada no início do ano, analistas apontam que a solidez do balanço do banco e sua capacidade de manter a lucratividade em cenários de volatilidade justificam a indicação. Outro destaque do setor é o BTG Pactual (BPAC11), que deve continuar se beneficiando do bom momento do mercado de capitais e das atividades de banco de investimento.

A Vale (VALE3) também mantém seu prestígio entre os especialistas, mesmo diante das incertezas sobre a economia chinesa. A tese de investimento na mineradora baseia-se na resiliência operacional e no preço das ações, considerado descontado em relação aos pares globais. Para os analistas, a expectativa de recuperação gradual nos preços do minério de ferro posiciona o papel como uma oportunidade de valor.

No setor de energia e infraestrutura, a Axia (AXIA3) e a Prio (PRIO3) surgem como as principais alternativas. A Prio, maior operadora independente de óleo e gás do país, é vista como uma substituta natural para quem busca exposição ao setor de petróleo sem os riscos políticos associados à estatal. Já a Localiza (RENT3) completa o grupo das mais citadas, com analistas projetando que a companhia será uma das principais beneficiadas caso o ciclo de queda de juros se confirme ao longo do ano.

O cenário para fevereiro exige maior seletividade do investidor. Com o Ibovespa operando em níveis recordes, o foco das recomendações se deslocou para empresas com balanços robustos e teses de crescimento sustentável. A diversificação entre setores defensivos, como o bancário, e papéis sensíveis ao crescimento econômico, como os de locação e varejo, tem sido a recomendação predominante para navegar pela volatilidade esperada no curto prazo.