EUA preparam prontidão militar para possível ataque ao Irã neste fim de semana
Presidente Donald Trump avalia ofensiva enquanto recursos aéreos e navais são deslocados para o Oriente Médio; diplomacia segue em impasse.
O Exército dos Estados Unidos está em estado de prontidão para conduzir um ataque contra o Irã, podendo iniciar as operações já neste fim de semana. Embora a estrutura militar esteja preparada, fontes da Casa Branca informaram à CNN que o presidente Donald Trump ainda não tomou uma decisão definitiva sobre a autorização da ofensiva. O impasse ocorre em um momento de escalada nas tensões, com os EUA reforçando significativamente sua presença naval e aérea no Oriente Médio nos últimos dias.
Entre os principais movimentos militares está a chegada prevista do porta-aviões USS Gerald Ford, o mais avançado da frota americana, à região. Paralelamente, aviões-tanque e caças da Força Aérea dos EUA baseados no Reino Unido estão sendo reposicionados para locais mais próximos ao território iraniano. Em resposta, imagens de satélite indicam que o Irã intensificou as defesas em suas instalações nucleares, utilizando camadas de concreto e terra para proteger locais estratégicos de possíveis bombardeios.
No campo diplomático, as tentativas de mediação em Genebra não produziram avanços concretos. Após mais de três horas de conversas indiretas na última terça-feira, as delegações de Washington e Teerã deixaram a mesa de negociações sem uma resolução clara. Embora o governo iraniano tenha mencionado um acordo sobre princípios orientadores, autoridades americanas ressaltaram que detalhes fundamentais permanecem sem consenso. A expectativa é que o Irã apresente uma proposta por escrito nas próximas semanas, mas não há garantias de que Trump aguardará esse prazo para agir.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a diplomacia continua sendo a primeira opção do governo, mas reiterou que a ação militar é uma possibilidade real. Trump tem consultado reservadamente assessores de segurança nacional e aliados estrangeiros, pesando argumentos a favor e contra a intervenção. O secretário de Estado, Marco Rubio, deve viajar a Israel no final de fevereiro para discutir o cenário com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o que reforça o papel central da aliança regional nas decisões de Washington.
Até o momento, o presidente americano não detalhou publicamente os objetivos específicos de uma eventual incursão, embora tenha sinalizado o desejo de impedir que o Irã obtenha armas nucleares e sugerido a necessidade de mudanças no regime local. Sem o apoio explícito do Congresso ou uma comunicação clara ao público sobre o escopo da operação, a incerteza paira sobre a região, elevando o temor de um conflito de grandes proporções no Oriente Médio.
