Nações árabes condenam ataques do Irã contra bases dos Estados Unidos
Catar, Kuwait, Arábia Saudita e outros aliados regionais reagem à ofensiva de Teerã e alertam para o risco de escalada generalizada no Oriente Médio
Aliados estratégicos dos Estados Unidos no Oriente Médio manifestaram forte repúdio aos ataques realizados pelo Irã contra bases militares americanas na região neste sábado. As ofensivas atingiram instalações no Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Bahrein, ocorrendo em retaliação a uma operação conjunta prévia entre Washington e Israel em território iraniano.
O governo do Catar classificou a ação como uma violação flagrante de sua soberania nacional. Em tom crítico, autoridades de Doha sugeriram que a agressão demonstra falta de reconhecimento por parte de Teerã em relação aos esforços de mediação que o país tem liderado para reduzir as tensões regionais. O Catar abriga uma das principais bases militares dos EUA na área e tem sido um interlocutor frequente entre o Ocidente e o regime iraniano.
No Kuwait, as forças de defesa informaram que conseguiram interceptar projéteis de acordo com as regras de engajamento internacionais. O governo local invocou o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que trata do direito à legítima defesa em caso de ataque armado. Já a Arábia Saudita descreveu a operação iraniana como traiçoeira e prometeu mobilizar recursos para apoiar as nações afetadas, pedindo que a comunidade internacional condene formalmente as ações de Teerã.
A escalada bélica também gerou pedidos de cautela por parte de outras nações árabes. Omã expressou consternação com o cenário e fez um apelo direto aos Estados Unidos para que evitem um envolvimento mais profundo no conflito, afirmando que a guerra não deve ser expandida. O Iraque, por sua vez, acompanha a situação com preocupação e orientou cidadãos próximos aos locais de impacto a buscarem abrigo seguro.
O aumento das hostilidades ocorre após um ataque conjunto de Israel e EUA contra o Irã na manhã de hoje. A retaliação iraniana, descrita como sem precedentes por analistas internacionais, coloca em xeque a estabilidade de uma região já marcada por conflitos latentes. Sistemas de defesa aérea em diversos países aliados permanecem em alerta máximo para conter novas investidas.
A diplomacia global monitora o risco de que os confrontos diretos entre Irã e a coalizão liderada pelos EUA saiam do controle, transformando-se em um conflito regional de larga escala. Enquanto as nações árabes reforçam sua segurança interna, o Conselho de Segurança da ONU deve ser acionado para discutir medidas de desescalada nas próximas horas.
