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Publicado: 05 de março de 2026 às 10:29

Guerra no Oriente Médio escala: EUA afundam navio iraniano e OTAN intercepta míssil

Conflito entra em fase crítica com ataques a infraestruturas tecnológicas, bombardeios em Teerã e Beirute, e saldo de mortos superando 1.100 no Irã

O conflito no Oriente Médio atingiu um novo patamar de gravidade nesta quinta-feira (5). Em uma ação direta, um submarino dos Estados Unidos afundou um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka, resultando na morte de mais de 80 militares. Simultaneamente, sistemas de defesa da OTAN interceptaram, pela primeira vez desde o início das hostilidades, um míssil iraniano que se dirigia ao espaço aéreo da Turquia, país membro da aliança.

A ofensiva liderada pelo governo de Donald Trump, descrita pela Casa Branca como ainda em sua "fase inicial", visa objetivos ambiciosos: aniquilar a presença naval do Irã, destruir seu programa de mísseis balísticos e desmantelar grupos aliados na região. Durante a madrugada, Israel lançou sua 11ª onda de ataques aéreos contra o Irã, atingindo infraestruturas militares em Teerã, enquanto Beirute também foi alvo de novos bombardeios contra posições do Hezbollah.

O custo humano da guerra é alarmante. Segundo grupos de direitos humanos e a mídia estatal iraniana, o número de mortos no Irã já ultrapassa 1.100 pessoas. Entre as vítimas, destaca-se a tragédia em uma escola primária feminina, onde um ataque conjunto de EUA e Israel teria matado 168 crianças e 14 professoras no último sábado. No Líbano, pelo menos 77 mortes foram confirmadas em decorrência das operações israelenses.

A guerra também se estendeu ao campo tecnológico e logístico. O Irã realizou ataques com drones contra centros de dados da Amazon no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos. No Golfo, um vazamento de petróleo em um petroleiro próximo ao Kuwait, após uma explosão, gera alertas de desastre ambiental. Em resposta aos cercos, o Irã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz para navios dos EUA, Israel e Europa, o que ameaça provocar um choque global na oferta de energia.

Diante do caos, o Departamento de Estado dos EUA autorizou a retirada de funcionários não essenciais de vários países da região. Mais de 17.500 americanos já foram repatriados em voos de emergência. Enquanto isso, o regime iraniano ainda busca consolidar a sucessão do aiatolá Ali Khamenei, morto em ataques no início da semana, sob o aviso de Israel de que qualquer novo líder será considerado um "alvo para eliminação".

A recusa do Senado dos EUA em limitar os poderes de guerra de Trump sinaliza que a ofensiva deve continuar com "ataques mais profundos" em território iraniano. A estratégia americana agora inclui a possibilidade de fomentar rebeliões internas, armando grupos de oposição curdos, enquanto a diplomacia regional entra em colapso com o fechamento de embaixadas e evacuações em massa.