Líder religioso do Irã ameaça "derramar o sangue de Trump" em meio a novos ataques
Abdollah Javadi Amoli, clérigo sênior, incita fiéis contra o presidente dos EUA e Israel enquanto a Guarda Revolucionária lança mísseis contra 14 países
A tensão no Oriente Médio atingiu um nível alarmante nesta quarta-feira (4) com um pronunciamento oficial de Abdollah Javadi Amoli, uma das maiores autoridades religiosas do Irã. Em discurso transmitido pela televisão estatal, o clérigo sênior — que integra a Assembleia de Peritos encarregada da sucessão de Ali Khamenei — incitou ataques diretos contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e alvos israelenses.
“Derramar o sangue de israelenses e de Trump é o que se exige dos muçulmanos xiitas devotos hoje em dia”, declarou Amoli, de 92 anos. A fala, carregada de simbolismo teocrático, serve como uma convocação à retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei, ocorrida após bombardeios de Israel e dos EUA contra Teerã no último fim de semana.
Simultaneamente ao discurso, a Guarda Revolucionária do Irã confirmou o lançamento de uma nova e massiva barragem de mísseis e drones. Os alvos não se restringiram a Israel; em uma escalada sem precedentes, o Irã atacou infraestruturas e bases em 14 países diferentes desde o início do conflito, incluindo aliados americanos como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar, Bahrein e Kuwait.
O balanço do quinto dia de guerra é devastador. A agência HRANA estima que o número de mortos no Irã chegou a 1.097, com mais de 5.400 feridos, incluindo crianças. A situação humanitária em Teerã é crítica, com relatos de bombardeios contínuos perto de centros governamentais e residenciais.
A ameaça direta à vida de Donald Trump eleva o confronto para uma dimensão pessoal e de segurança de Estado, dificultando qualquer tentativa de mediação diplomática. A Casa Branca ainda não emitiu uma resposta formal às declarações de Amoli, mas fontes do Pentágono indicam que as operações militares americanas no Irã, que incluem incursões terrestres e ataques de precisão, devem ser intensificadas como resposta às agressões contra países parceiros no Golfo Pérsico.
Enquanto a sucessão de Khamenei é debatida sob pressão militar, o discurso de ódio religioso e a promessa de "derramamento de sangue" sinalizam que o Irã optou por uma estratégia de "guerra total" contra a presença ocidental e israelense na região, transformando o conflito em uma crise de proporções globais.
