Fernando Haddad planeja deixar o Ministério da Fazenda e indica Dario Durigan como sucessor
Ministro antecipa saída para a próxima semana e projeta transição de continuidade com o atual secretário-executivo da pasta
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que deve deixar o cargo na próxima semana, dando início a uma das trocas mais significativas na equipe econômica do governo federal. Em declarações recentes, o ministro sinalizou que sua saída faz parte de um cronograma planejado e expressou confiança de que Dario Durigan, atual secretário-executivo do ministério, é o nome mais provável para assumir o comando da Fazenda.
A indicação de Durigan é vista pelo mercado e por integrantes do governo como um sinal de continuidade na política econômica. Braço direito de Haddad durante toda a gestão, o secretário-executivo teve participação direta na elaboração do novo arcabouço fiscal e nas negociações da reforma tributária. A escolha de um nome técnico e interno visa reduzir instabilidades e garantir que as metas fiscais estabelecidas para o ano de 2026 permaneçam como prioridade.
Haddad, que acumulou vitórias políticas importantes na aprovação de pautas econômicas no Congresso, deve agora focar em novos desafios dentro do cenário político eleitoral. Durante sua gestão, o ministro buscou equilibrar a necessidade de investimentos sociais com a responsabilidade fiscal, mantendo um diálogo constante com o Banco Central e o setor produtivo.
A transição na Fazenda ocorre em um momento em que os indicadores econômicos, como inflação e crescimento do PIB, apresentam sinais de estabilização, mas ainda enfrentam pressões externas decorrentes da volatilidade das commodities e das taxas de juros globais. A oficialização da saída de Haddad e a nomeação do novo ministro dependem agora da confirmação do Palácio do Planalto, que deve ocorrer nos próximos dias.
Analistas avaliam que a gestão de Durigan, caso confirmada, terá o desafio de consolidar os ganhos da reforma tributária e avançar na agenda de revisão de gastos públicos. A expectativa é que o perfil discreto e articulador do atual secretário ajude a manter a base de apoio no Legislativo para as pautas econômicas remanescentes da atual legislatura.
