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Publicado: 13 de março de 2026 às 09:20

Trump afirma que conter programa nuclear do Irã é prioridade sobre preço do petróleo

Presidente norte-americano defende segurança global em meio a tensões no Estreito de Ormuz e alta histórica no valor do barril.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que impedir o Irã de desenvolver armas nucleares é a prioridade máxima de sua administração, sobrepondo-se inclusive às preocupações com a volatilidade dos preços do petróleo. Em mensagem publicada nesta quinta-feira em sua rede social, o mandatário argumentou que, embora o aumento no valor dos combustíveis gere lucros para os EUA, por ser o maior produtor mundial, a segurança do Oriente Médio e do mundo é o objetivo central.

A declaração ocorre em um cenário de instabilidade extrema no mercado energético internacional. O bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente, impulsionou o preço do barril a patamares elevados, chegando a atingir US$ 119 nos últimos dias. O Irã, por meio de sua Guarda Revolucionária, ameaçou impedir o fluxo de óleo na região enquanto os ataques coordenados por norte-americanos e israelenses continuarem.

Para mitigar o impacto econômico e garantir o suprimento, a Agência Internacional de Energia (AIE) autorizou a liberação de 400 milhões de barris das reservas emergenciais de 32 países. Trata-se da maior operação de socorro energético já registrada pela organização. Paralelamente, Washington sinalizou que pode suspender temporariamente sanções sobre o petróleo da Rússia para aumentar a oferta global e equilibrar as cotações.

Geopolítica e tensões nucleares

Trump reiterou seu posicionamento de que o regime iraniano possui intenções malignas e que o acesso a tecnologias atômicas representaria uma ameaça existencial. O presidente revelou ter mantido diálogos recentes com o líder russo, Vladimir Putin, para discutir o conflito e as rotas de abastecimento de energia, reforçando a busca por alianças estratégicas diante da crise.

Do lado iraniano, a diplomacia descarta qualquer retomada imediata de negociações com os Estados Unidos. O governo de Teerã mantém a retórica de resistência, afirmando que a saída de petróleo do Oriente Médio será dificultada caso a pressão militar contra o país não cesse. A escalada das tensões mantém o mercado financeiro em alerta, enquanto líderes globais tentam evitar um colapso no fornecimento de insumos básicos para a economia mundial.