André de Paula deve assumir Ministério da Agricultura após saída de Carlos Fávaro
Mudança no primeiro escalão do governo ocorre em meio a articulações políticas para as eleições de 2026; atual ministro da Pesca é o favorito para a vacância.
O Palácio do Planalto prepara uma reforma pontual no ministério com a provável nomeação de André de Paula, atual ministro da Pesca e Aquicultura, para o comando do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A movimentação ganha força após o anúncio da saída de Carlos Fávaro, que deve deixar o cargo para retomar seu mandato no Senado Federal e focar em articulações políticas regionais visando o pleito de 2026.
André de Paula, que é presidente do PSD em Pernambuco, surge como um nome de consenso para manter a cota do partido na Esplanada dos Ministérios, preservando o equilíbrio na base de apoio ao governo. A escolha também é vista como um movimento estratégico para aproximar o Executivo de setores do agronegócio, uma vez que De Paula possui perfil conciliador e trânsito entre diferentes frentes parlamentares no Congresso Nacional.
A saída de Fávaro já era monitorada por interlocutores do governo. O agora ex-ministro desempenhou um papel fundamental na interlocução com o setor produtivo durante os primeiros anos da gestão, enfrentando desafios como a abertura de novos mercados internacionais e a gestão do Plano Safra. Sua volta ao Legislativo é interpretada como um movimento necessário para fortalecer a presença do governo em votações cruciais que ocorrerão no Senado nos próximos meses.
Ainda não há uma definição oficial sobre quem herdará a pasta da Pesca e Aquicultura com a transferência de De Paula. O anúncio formal das trocas deve ocorrer nos próximos dias, após reuniões finais entre o núcleo político da Presidência e as lideranças do PSD. A expectativa do setor agropecuário é de que a transição seja célere para evitar descontinuidade em programas de crédito e políticas de sustentabilidade no campo.
