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Publicado: 30 de março de 2026 às 08:44

Flávio Bolsonaro compara o pai a Trump em evento nos EUA e projeta vitória em 2026

Senador e pré-candidato à Presidência participou da conferência conservadora CPAC, no Texas, onde criticou o governo Lula e pediu vigilância internacional sobre o processo eleitoral brasileiro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou seu discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no Texas, Estados Unidos, para reforçar sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026. Durante o evento ocorrido neste sábado, 28 de março, o parlamentar estabeleceu paralelos diretos entre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o atual presidente norte-americano, Donald Trump, afirmando que ambos enfrentam perseguições semelhantes por seus posicionamentos políticos.

Ao se dirigir a uma plateia de líderes e ativistas da direita global, Flávio afirmou que Jair Bolsonaro é o aliado mais leal de Trump no cenário internacional. O senador descreveu a situação jurídica do pai no Brasil como um processo de perseguição política, mencionando que o ex-presidente estaria detido por defender valores conservadores. Ele comparou os desafios enfrentados pela família Bolsonaro aos obstáculos superados por Trump em sua trajetória política recente.

No campo das críticas ao atual governo brasileiro, o senador acusou a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva de adotar uma postura antiamericana e de promover um alinhamento excessivo com a China. Flávio argumentou que o Brasil tem buscado reduzir a influência do dólar no comércio global e alegou que o governo atual atua para evitar que facções criminosas sejam classificadas como organizações terroristas. Segundo o parlamentar, tal direção política isola o país do chamado mundo livre.

Sobre a disputa eleitoral de 2026, Flávio Bolsonaro declarou que lidera as pesquisas de intenção de voto em todo o país e manifestou confiança em uma vitória nas urnas. Ele defendeu a necessidade de uma vigilância internacional rigorosa sobre o sistema eleitoral brasileiro e pediu pressão diplomática de Washington e outras nações para garantir a liberdade de expressão e a transparência na contagem dos votos no próximo pleito.

O senador destacou ainda o potencial estratégico do Brasil na exploração de minerais críticos e terras raras. Flávio sugeriu que, sob uma eventual nova gestão conservadora, o país poderia se tornar um parceiro essencial para reduzir a dependência tecnológica e industrial que os Estados Unidos possuem em relação ao mercado chinês, fortalecendo a cooperação bilateral entre as duas nações.