Rio Grande do Sul entra em alerta para temporais e ventos fortes com formação de ciclone
Sistema meteorológico deve se consolidar entre o Uruguai e o litoral gaúcho, trazendo risco de inundações e rajadas que podem superar 100 km/h
A formação de um ciclone extratropical na região do Rio de la Plata coloca o Rio Grande do Sul em estado de atenção a partir desta segunda-feira (6). O fenômeno, associado a uma área de baixa pressão atmosférica, deve provocar chuvas intensas e ventos fortes em diversas regiões do estado, com impactos mais severos previstos para o Litoral e a metade Sul do território gaúcho.
De acordo com os serviços de meteorologia, o sistema ganhará força entre terça (7) e quarta-feira (8), quando o centro do ciclone se deslocará para o oceano. A previsão indica que os acumulados de chuva podem chegar a 120 milímetros em apenas um dia em pontos isolados. Além da precipitação volumosa, as rajadas de vento podem variar entre 60 km/h e 90 km/h em áreas continentais, podendo ultrapassar os 100 km/h na faixa litorânea e em alto-mar.
A Defesa Civil estadual já emitiu avisos para o risco de transtornos como quedas de árvores, destelhamentos e interrupção no fornecimento de energia elétrica. Há também preocupação com a possibilidade de cheias em rios e inundações graduais em áreas de encosta. O mar deve apresentar forte agitação e ressaca, com ondas que podem atingir alturas consideráveis, o que levou a Marinha do Brasil a orientar que embarcações evitem a saída ao mar durante o período crítico.
Embora o centro do ciclone se afaste para o leste no decorrer da semana, uma frente fria associada ao sistema deve avançar pelo Sul do país, espalhando a instabilidade para Santa Catarina e o Paraná. No Rio Grande do Sul, a tendência é que o risco de ventos fortes diminua gradualmente a partir de sexta-feira (10), mas a nebulosidade e a queda nas temperaturas devem persistir em grande parte das cidades gaúchas.
As autoridades recomendam que a população evite se abrigar debaixo de árvores ou estruturas metálicas durante as rajadas de vento e que motoristas redobrem a atenção em rodovias devido à visibilidade reduzida e ao risco de aquaplanagem. Moradores de áreas com histórico de alagamentos devem acompanhar as atualizações dos órgãos de proteção civil e ter planos de contingência caso os níveis de água subam rapidamente.
