STF: André Mendonça vota para manter prisão de ex-presidente do BRB
Ministro reafirma necessidade de custódia de Paulo Henrique Costa; julgamento no plenário virtual ainda aguarda votos de Gilmar Mendes e Nunes Marques.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, reafirmou nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, seu voto pela manutenção da prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e analisa o recurso da defesa que busca a liberdade do executivo, preso no âmbito de investigações que apuram esquemas de corrupção e gestão fraudulenta.
Mendonça, que é o relator do caso, argumentou que os elementos colhidos até o momento indicam a necessidade da prisão para a garantia da ordem pública e para evitar a reiteração criminosa. Segundo o ministro, a gravidade das condutas imputadas e o risco de interferência nas investigações justificam a medida excepcional.
O Caso e as Investigações
Paulo Henrique Costa é investigado por supostas irregularidades em operações financeiras e contratos firmados durante sua gestão à frente do banco estatal. Os pontos centrais do processo envolvem:
- Gestão Temerária: Liberação de créditos sem garantias adequadas para empresas ligadas a grupos políticos.
- Lavagem de Dinheiro: Suspeita de utilização de estruturas financeiras complexas para ocultar a origem de recursos ilícitos.
- Organização Criminosa: A acusação aponta que o ex-presidente atuava em conluio com empresários e operadores para desviar fundos da instituição.
Expectativa no STF
Apesar do voto contundente de Mendonça, o desfecho do julgamento ainda é incerto. O placar no plenário virtual aguarda as manifestações de outros ministros de peso:
- Gilmar Mendes: Conhecido por uma postura crítica a prisões preventivas prolongadas, o voto de Gilmar é visto como decisivo pela defesa.
- Nunes Marques: O ministro ainda não inseriu seu voto no sistema, e sua posição pode definir o rumo da votação na Segunda Turma ou no Plenário.
Posicionamento da Defesa Os advogados de Paulo Henrique Costa sustentam que a prisão é "desnecessária e desproporcional", alegando que o ex-presidente não ocupa mais cargo na instituição e que possui residência fixa e bons antecedentes, o que permitiria a substituição da detenção por medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Impacto Político e Financeiro
O caso do BRB tem gerado repercussão direta no cenário político do Distrito Federal, dado que o banco é a principal ferramenta de fomento do governo local. A manutenção da prisão de seu ex-gestor mantém a pressão sobre as auditorias internas que ainda estão em curso para identificar o tamanho do rombo causado pelas supostas fraudes.
