Lula critica Zezé Di Camargo por ataque a mulheres do SBT e reforça compromisso contra feminicídio
Presidente classifica declaração do cantor como "ataque idiota" e covarde, afirmando que ele "não teria coragem de atacar homens da mesma forma"
Em entrevista coletiva a jornalistas nesta quinta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente o cantor sertanejo Zezé Di Camargo por declarações recentes contra o SBT, interpretando-as como um ataque direcionado às herdeiras mulheres de Silvio Santos. O trecho da fala, destacado em vídeo publicado pelo canal UOL no YouTube, já acumula mais de 350 mil visualizações e reacende a polêmica envolvendo o artista e o governo federal.
Lula pediu que os jornalistas transmitissem uma mensagem solidária às filhas de Silvio Santos, fundador do SBT, classificando a atitude de Zezé como um "ataque idiota". "Ele não teria coragem de fazer aquele tipo de ataque contra homens, mas fez contra mulheres", afirmou o presidente, enfatizando a covardia implícita na escolha do alvo. "Eu não faria aquele tipo de ataque contra homens", completou, posicionando-se como defensor das mulheres.
O presidente aproveitou o momento para reafirmar seu compromisso com o combate à violência de gênero. "Minha luta contra o feminicídio é real. Vou dedicar parte do meu tempo no governo para tentar combater o feminicídio e a violência contra a mulher neste país", declarou, destacando que essa é uma prioridade em seu mandato.
A controvérsia começou após Zezé Di Camargo criticar o SBT por receber Lula e o ministro Alexandre de Moraes em evento de lançamento de um canal de notícias, usando termos fortes contra as herdeiras da emissora. O cantor posteriormente pediu desculpas públicas à família Abravanel pela expressão utilizada, mas manteve críticas à presença de figuras governamentais na emissora.
O vídeo, com duração curta e focado na declaração final de Lula ao encerrar a entrevista, termina com saudações festivas: "Feliz Natal e boas festas a todos. Um beijo no coração". A fala reflete o uso político de episódios midiáticos para reforçar agendas como a luta contra a violência doméstica e o feminicídio, em um contexto de polarização entre governo e críticos conservadores.
Reações nas redes e comentários do vídeo são divididas, com apoiadores elogiando o posicionamento de Lula e críticos questionando hipocrisia ou seletividade em temas de gênero. O episódio soma-se a outras tensões recentes entre o Planalto e figuras da oposição cultural, como o caso da suspensão de repasses para shows em municípios governados por aliados de Bolsonaro.
