Publicações
Publicado: 24 de dezembro de 2025 às 16:51

Sóstenes Cavalcante apresenta documentos e reafirma que R$ 470 mil apreendidos são lícitos

Líder do PL na Câmara comprova origem do dinheiro em venda de imóvel em Ituiutaba (MG), declarado no IR, e denuncia perseguição política contra opositores conservadores

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, divulgou nesta quarta-feira (24) um vídeo em suas redes sociais apresentando documentos que comprovam a origem lícita dos R$ 470 mil em espécie apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Galho Fraco, deflagrada em 19 de dezembro. O parlamentar exibiu cópias da escritura do imóvel, fotos da propriedade e declaração de Imposto de Renda de 2024, reforçando que o valor provém da venda de uma casa no interior de Minas Gerais.

Segundo Sóstenes, o imóvel foi adquirido em 2023 na cidade de Ituiutaba (MG), registrado em cartório com seu nome e CPF. Após reformas, foi colocado à venda por R$ 690 mil por meio de uma imobiliária, mas negociado por R$ 500 mil à vista em dinheiro – pago de forma lacrada e documentada. "O dinheiro encontrado no meu apartamento em Brasília, no valor de R$ 470 mil, é fruto da venda de um imóvel, dinheiro lícito e de origem comprovada", declarou o deputado, enfatizando: "Reitero a todos que me conhecem: o dinheiro é lícito, declarado, tudo conforme manda a lei. Quem não deve, não teme. Por isso faço questão de mostrar tudo com a máxima transparência".

O parlamentar classificou a operação policial como "mais um capítulo de perseguição" contra deputados conservadores da oposição, especialmente em um momento em que o PL investiga fraudes bilionárias no INSS envolvendo figuras próximas ao governo. Ele expressou confiança na devolução do valor: "Tenho certeza de que, depois de tudo esclarecido na Polícia Federal e junto ao ministro Flávio Dino (do Supremo Tribunal Federal), o dinheiro será devolvido, porque ele é de fonte lícita e transparente".

A Operação Galho Fraco, autorizada por Flávio Dino, investiga suposto desvio de recursos da cota parlamentar por meio de empresas de fachada, como uma locadora de veículos. Sóstenes e o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) foram alvos de buscas. O dinheiro foi encontrado em um saco preto dentro de um armário em um flat alugado pelo parlamentar em Brasília.

A apresentação dos documentos ocorre cinco dias após a apreensão inicial, quando valores foram reportados entre R$ 400 mil e R$ 470 mil por diferentes veículos. A defesa de Sóstenes reforça que não há irregularidades e que a transação foi regular, contrastando com casos não investigados de aliados do governo, como menções a familiares do presidente Lula.

O vídeo ganhou repercussão nas redes, com apoiadores elogiando a transparência e críticos questionando a manutenção de grande quantia em espécie. A PF não se manifestou sobre os novos documentos até o momento. O caso segue no STF e alimenta o debate sobre seletividade em investigações contra a oposição às vésperas de 2026.