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Publicado: 03 de janeiro de 2026 às 09:09

Nicolás Maduro é capturado pelos EUA em operação militar, anuncia Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta madrugada que forças americanas capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores

Em um desenvolvimento histórico e controverso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta madrugada que forças americanas capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar de "grande escala" no país. Maduro foi retirado da Venezuela por via aérea e será julgado em tribunal americano por acusações criminais, incluindo narcoterrorismo.

Trump confirmou a ação em postagem na Truth Social: "Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, junto com sua esposa, foi capturado e retirado do país por via aérea. Esta operação foi realizada em conjunto com as forças de segurança dos Estados Unidos". Ele descreveu a missão como "brilhante" e agendou coletiva de imprensa para as 11h em Mar-a-Lago.

O senador republicano Mike Lee (Utah) afirmou ter conversado com o secretário de Estado Marco Rubio, que confirmou: Maduro foi "preso por agentes dos EUA para enfrentar acusações criminais nos Estados Unidos". Rubio indicou que não há planos de ações adicionais na Venezuela agora que Maduro está sob custódia. A operação envolveu a elite Delta Force, segundo fontes americanas, e foi justificada como proteção a pessoal executando mandado de prisão.

Contexto das acusações Os EUA indiciaram Maduro em 2020 por liderar o Cartel de los Soles, acusado de narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína. A recompensa por sua captura chegara a US$ 50 milhões. A ação ocorre após meses de escalada: ataques a barcos venezuelanos no Caribe (acusados de transportar drogas), operações secretas da CIA e mobilização naval americana na região.

Reação na Venezuela Explosões foram ouvidas em Caracas e outras áreas, levando o governo a decretar estado de emergência nacional e mobilizar tropas. A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou desconhecer o paradeiro de Maduro e Cilia Flores, exigindo "prova de vida imediata". O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, prometeu resistência a "agressão imperialista". Diosdado Cabello, figura chave do chavismo, convocou a população a não cooperar com "inimigos terroristas".

A operação, comparada à captura de Manuel Noriega no Panamá (1989), marca intervenção direta dos EUA na América Latina em décadas. Reações internacionais incluem condenações da Rússia e ofertas de mediação (como da Espanha), enquanto líderes como Javier Milei (Argentina) celebraram. O futuro da Venezuela permanece incerto, com possibilidade de transição liderada pela vice-presidente ou oposição.