Trump chama de 'operação brilhante' a captura de Maduro na Venezuela, segundo NYT
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu como "uma operação brilhante" a ação militar que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu como "uma operação brilhante" a ação militar que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em entrevista telefônica ao jornal The New York Times na madrugada deste sábado (3). Trump elogiou o "grande planejamento e um grande número de tropas e pessoas excelentes" envolvidas na missão, realizada por forças especiais americanas, incluindo a elite Delta Force.
A operação, anunciada pelo próprio Trump em sua rede Truth Social, envolveu ataques aéreos e terrestres em Caracas e outras regiões, com explosões registradas em instalações militares como Fuerte Tiuna e o aeroporto La Carlota. Maduro foi detido e removido do país por via aérea, conforme o presidente americano, para enfrentar julgamento nos EUA por acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas – indiciamento de 2020 que oferecia recompensa de até US$ 50 milhões.
Declarações de Trump:
- "Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, junto com sua esposa, capturado e retirado do país por via aérea."
- Em coletiva marcada para as 11h (horário local) em Mar-a-Lago, Trump prometeu mais detalhes.
O secretário de Estado Marco Rubio confirmou ao senador republicano Mike Lee que Maduro será julgado em território americano e que não há planos de novas ações militares na Venezuela "agora que ele está sob custódia".
Reação venezuelana:
- A vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu "prova de vida imediata" de Maduro e Cilia Flores, declarando estado de emergência nacional.
- O ministro da Defesa Vladimir Padrino López prometeu resistência à "agressão imperialista", enquanto Diosdado Cabello convocou a população a defender o regime.
- O governo chavista denunciou violações à soberania e à Carta da ONU, alegando ataques a áreas civis.
A operação, comparada à invasão do Panamá em 1989 para capturar Manuel Noriega, marca a intervenção direta mais significativa dos EUA na América Latina em décadas. Reações internacionais variam: condenações da Rússia e Cuba, celebração de Javier Milei (Argentina) e pedidos de moderação de países como Colômbia e Brasil.
O caso domina o cenário global, com debates sobre legalidade (sem aprovação congressional explícita) e riscos de instabilidade regional. Maduro, no poder desde 2013, é acusado pelos EUA de liderar o "Cartel de los Soles". Atualizações seguem em tempo real.
