Delegada da Polícia Civil é presa em São Paulo suspeita de envolvimento com o PCC e lavagem de dinheiro
Layla Lima Ayub e o companheiro são alvos da Operação Serpens por suposta compra de padaria em esquema de ocultação de recursos ilícitos
Uma delegada da Polícia Civil de São Paulo foi presa nesta sexta-feira sob a suspeita de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e participação em um esquema de lavagem de dinheiro. A prisão ocorreu no âmbito de uma operação conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público.
Segundo as investigações, a delegada, Layla Lima Ayub, de 36 anos, teria adquirido uma padaria no bairro de Itaquera, na zona leste da capital paulista, com o objetivo de ocultar valores provenientes do tráfico de drogas. O estabelecimento comercial, de acordo com a apuração, funcionaria como uma fachada para dar aparência lícita ao dinheiro de origem criminosa.
A polícia afirma que o negócio foi registrado em nome de terceiros, prática conhecida como uso de “laranjas”, o que reforça a suspeita de tentativa de dissimulação da real propriedade do empreendimento. O companheiro da delegada, apontado pelos investigadores como integrante de alto escalão do PCC, também foi preso durante a operação.
As apurações indicam ainda que Layla mantinha relações pessoais e profissionais com membros da facção, o que teria facilitado o esquema criminoso. A investigação aponta possíveis crimes de associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e violação de dever funcional, entre outros.
Empossada recentemente no cargo, a delegada teve uma passagem curta pela função antes da deflagração da operação. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, documentos e equipamentos eletrônicos que devem auxiliar no aprofundamento das investigações.
A Polícia Civil destacou que o caso é tratado como prioridade por envolver a suspeita de infiltração do crime organizado em estruturas do Estado, situação considerada grave e que representa risco à integridade das instituições públicas.
A defesa da delegada ainda não se manifestou publicamente. Ela permanece à disposição da Justiça, e o caso segue sob sigilo parcial para não comprometer o andamento das investigações.
