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Publicado: 31 de janeiro de 2026 às 09:44

Risco de derrota do PT no Nordeste preocupa Lula e acende alerta no Planalto

Baixa popularidade de governadores aliados em redutos estratégicos como Bahia e Ceará ameaça base de apoio do presidente para 2026.

O Palácio do Planalto monitora com apreensão o cenário eleitoral no Nordeste, historicamente o principal reduto de votos do PT. Levantamentos internos e pesquisas de opinião indicam que governadores aliados enfrentam dificuldades de popularidade, o que coloca em risco a hegemonia governista em estados vitais. A preocupação central do presidente Lula é evitar que o desgaste das gestões estaduais comprometa seu desempenho na região durante a busca pela reeleição.

No Ceará, a situação do governador Elmano de Freitas é considerada delicada diante do avanço da oposição. Diante desse quadro, integrantes do partido já discutem a possibilidade de o ministro da Educação, Camilo Santana, deixar a esplanada para disputar o governo estadual. A estratégia visa utilizar um nome de alta aprovação popular para assegurar a continuidade do projeto político no estado e garantir um palanque sólido para o presidente.

A Bahia, maior colégio eleitoral da região, também apresenta sinais de instabilidade para o grupo governista. O governador Jerônimo Rodrigues enfrenta o crescimento de nomes da oposição, o que tem gerado discussões internas sobre a viabilidade de sua sucessão. Nesse contexto, o nome do ministro da Casa Civil, Rui Costa, surge nos bastidores como uma alternativa natural para encabeçar a chapa e tentar manter o domínio petista que já dura duas décadas no estado.

O desgaste identificado nas pesquisas reflete uma mudança na percepção sobre temas sensíveis, como segurança pública e custo de vida. Embora Lula ainda mantenha índices de aprovação superiores à média nacional entre os nordestinos, a distância para os números da oposição encolheu no último ano. Estrategistas do governo defendem agora uma intensificação de agendas e entregas federais na região para blindar o eleitorado e evitar que a crise nos governos estaduais contamine a imagem presidencial.

O objetivo do Planalto é garantir que o Nordeste continue sendo o fiel da balança eleitoral, compensando a resistência enfrentada em outras regiões do país. O debate sobre a substituição de candidatos e o fortalecimento de alianças deve se intensificar nos próximos meses, à medida que o governo federal busca consolidar sua rede de apoio para o próximo pleito.