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Publicado: 19 de fevereiro de 2026 às 08:16

Polícia britânica confirma que prisão do ex-príncipe Andrew ocorreu após 'avaliação minuciosa'

Autoridades afirmam que medida foi necessária para proteger a integridade da investigação; caso abala a família real britânica.

A Polícia Metropolitana de Londres detalhou, nesta quinta-feira, as circunstâncias que levaram à prisão do ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III. Em comunicado oficial, os porta-vozes da corporação enfatizaram que a decisão de custodiá-lo foi tomada após uma análise exaustiva e criteriosa de novas evidências coletadas nas últimas semanas. Segundo as autoridades, a medida é fundamental para garantir que o processo siga sem interferências e para preservar a total integridade das investigações em curso.

Embora os detalhes específicos das acusações não tenham sido totalmente abertos ao público, a polícia ressaltou que ninguém está acima da lei e que o procedimento seguiu todos os protocolos rigorosos aplicados a casos de alta complexidade. A operação que resultou na detenção faz parte de um desdobramento de inquéritos que vêm sendo conduzidos sob sigilo, envolvendo questões que o Palácio de Buckingham tem tentado administrar nos últimos anos.

A notícia da prisão gerou uma onda de choque em todo o Reino Unido e repercute mundialmente. O Palácio de Buckingham, até o momento, mantém uma postura cautelosa, limitando-se a informar que não comentará processos policiais em andamento. Internamente, no entanto, fontes próximas à monarquia sugerem que o rei Charles III está sendo mantido informado sobre cada passo do caso, que representa um dos maiores desafios institucionais para a coroa britânica neste início de 2026.

Especialistas jurídicos em Londres apontam que a afirmação da polícia sobre a proteção da integridade da investigação sugere que podem existir riscos de obstrução ou que novos depoimentos cruciais estão sendo colhidos. A detenção temporária de um membro da família real é um fato raro na história moderna da Inglaterra e coloca o sistema judiciário britânico sob os holofotes, exigindo transparência e isenção absoluta diante da opinião pública.

Nas ruas e nas redes sociais, o clima é de divisão e debate intenso sobre os limites da imunidade e do prestígio da realeza. Grupos que defendem a reforma da monarquia utilizam o episódio para reforçar críticas à instituição, enquanto defensores da coroa pedem cautela até que os fatos sejam plenamente esclarecidos. O ex-príncipe Andrew, que já havia sido afastado de suas funções públicas anteriormente, agora enfrenta um cenário jurídico que pode definir seu futuro e impactar permanentemente o legado da família Windsor.