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Publicado: 27 de março de 2026 às 08:54

Ovos de Páscoa acumulam alta de 27% em dois anos enquanto itens do almoço ficam mais baratos

Levantamento mostra que preço médio dos ovos saltou de R$ 63 para R$ 80 desde 2024; em contrapartida, bacalhau e azeite registram queda expressiva em 2026.

O consumidor brasileiro encontrará um cenário de contrastes nos supermercados para a Páscoa deste ano. De acordo com um levantamento realizado pela plataforma VR, baseado na análise de 13 milhões de notas fiscais, o preço médio dos ovos de chocolate acumulou uma alta de 27% entre 2024 e 2026. Por outro lado, ingredientes tradicionais do almoço de domingo, como o bacalhau e o azeite, apresentam um alívio financeiro em relação ao ano passado, com reduções que chegam a 21%.

Os dados mostram que a trajetória de encarecimento dos ovos de Páscoa foi mais acentuada entre 2024 e 2025, com um salto de 18%. No último ano, o ritmo de alta desacelerou para 7,8%, elevando o preço médio do produto de R$ 74,41 para R$ 80,28. Em contrapartida, quem optar por substituir os ovos tradicionais por barras de chocolate ou bombons encontrará preços praticamente estáveis, com uma leve queda de 1,2% no último período, fixando a média em R$ 14,00.

Alívio no prato principal

Para as famílias que mantêm a tradição da bacalhoada, o custo dos principais itens caiu significativamente. O quilo do bacalhau, que custava em média R$ 127,31 em 2025, recuou para R$ 117,50 neste ano, uma queda de 7,7%. O recuo mais expressivo, no entanto, foi registrado no azeite. Após um período de fortes altas, o produto apresentou uma redução de 21%, saindo de uma média de R$ 38,38 para R$ 30,46.

Apesar da trégua nos itens principais, os acompanhamentos seguem trajetórias distintas. A batata registrou um aumento de 3% em comparação ao ano anterior, sendo comercializada a R$ 8,80 o quilo, valor que ainda permanece abaixo do patamar registrado em 2024. Já a azeitona mantém uma tendência de alta contínua, com elevação de 7,6% no último ano, chegando ao preço médio de R$ 9,38 por pacote.

Comportamento de consumo

O estudo destaca que os valores refletem o que foi efetivamente pago pelos consumidores no caixa, e não apenas uma pesquisa de preços de prateleira. Segundo a análise, o comportamento do trabalhador revela uma busca por alternativas para fazer o orçamento render, como a migração para formatos menores de chocolate ou o aproveitamento das quedas nos itens de hortifruti e importados.

A estabilização parcial de alguns custos e a redução em produtos que foram vilões da inflação em anos anteriores, como o azeite, oferecem uma margem de manobra para o planejamento das festividades. Contudo, o setor de confeitaria sazonal continua a exercer pressão sobre o bolso, consolidando a tendência de produtos de maior valor agregado no período de Páscoa.