Alckmin afirma que é difícil segurar preço de combustível para consumo interno no Brasil
Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento destaca que o cenário internacional e a cotação do petróleo impõem desafios diretos à política de preços nacional.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou nesta quarta-feira que o governo federal enfrenta dificuldades para conter o avanço dos preços dos combustíveis no mercado interno. Segundo Alckmin, a dinâmica global do setor e a volatilidade do preço do barril de petróleo no exterior limitam as ferramentas de intervenção do Estado sem comprometer o equilíbrio econômico.
A fala ocorre em um momento de pressão sobre a Petrobras e o Ministério da Fazenda, que buscam estratégias para mitigar o impacto da inflação energética no bolso do consumidor. Alckmin ressaltou que, por ser uma commodity negociada globalmente, o petróleo sofre influência direta de conflitos geopolíticos e decisões de grandes produtores internacionais, o que acaba sendo refletido nas bombas dos postos brasileiros.
O vice-presidente defendeu que o caminho para uma maior estabilidade passa pelo aumento da eficiência produtiva e pelo investimento em energias renováveis. No entanto, ele ponderou que, no curto prazo, a paridade internacional e os custos de importação de derivados tornam a tarefa de "segurar" os valores uma missão complexa para a administração pública.
Impacto na economia e nos transportes
A manutenção dos preços dos combustíveis é um dos temas mais sensíveis para o governo, dado o seu efeito cascata na economia. O aumento do diesel, por exemplo, eleva o custo do frete, impactando diretamente o preço final de alimentos e produtos industrializados. Para Alckmin, o foco deve ser o equilíbrio entre a sustentabilidade financeira da Petrobras e a proteção do poder de compra da população.
A declaração também reforça o posicionamento da equipe econômica de evitar subsídios artificiais que possam gerar rombos fiscais. O governo tem sido cobrado por parlamentares e setores produtivos para encontrar uma solução que evite novos reajustes, mas o discurso de Alckmin sinaliza que o Brasil segue vulnerável às oscila
